A REALIDADE DA VIBRAÇÃO AMBIENTAL!

O objeto da avaliação da vibração ambiental é o estudo de impacto das vibrações mecânicas e a probabilidade de danos à saúde, ao bem estar e as estruturais das edificações, ocasionados pela energia vibratória induzida pelo tráfego rodoviário em edificações dentre outras fontes como metro, trens e equipamentos estáticos. O relatório técnico deve atender as exigências técnicas nacionais e internacionais, além das orientações de Órgãos Municipais que deveriam estabelecer o plano diretor contemplando o agente físico vibração assim como os Órgãos Estaduais exigem no licenciamento o estudo de impacto ambiental e na vizinhança. Destacamos que no Brasil somente a CETESB em SP, possui uma orientação para estas questões.


Tais serviços demandam de profissional qualificado com graduação em engenharia, com especial destaque a engenharia mecânica, mas, também com especialização em acústica e vibrações, em metrologia (ciência das medições), saúde segurança do trabalho e meio ambiente, além da utilização de equipamentos especiais adequados e calibrados nas faixas de interesse em laboratórios pertencentes a RBC/INMETRO. A empresa executora deve ser credenciada no CREA no número 36, referente às medições ambientais, cujo conselho emite certificado de comprovação perante Órgãos Públicos. Também deve-se cobrar o registro do profissional executor no IBAMA. Veja como fazer medições atendo 4 normativas de vibração ambiental simultâneas: NBR 9653 (explosões e mineração), DIN 4150 (danos estruturais) e as de conforto ambiental ISO 2631 e CETESB (clique aqui). Sistema exclusivo da 3R Brasil e seus parceiros (brochuras e vídeos especiais).


Nas medições consideram-se pontos específicos mais críticos para a avaliação de vibração ambiental, com destaque ao processo de fixação do transdutor. Há limites ambientais para vibração de impacto na comunidade (CETESB) e em especial nas edificações tombadas (Normas e recomendações internacionais) a partir de considerações e medições especiais de vibração ambiental.


Então, os efeitos da vibração mecânica nas edificações podem ser divididos em dois tipos de análise. O primeiro tipo de análise quantifica os danos causados aos elementos estruturais e os estéticos como trincas nas paredes, ou alargamento das mesmas, e o escorregamento de telhas como uma relação causam e efeito com as vibrações ambientais medidas. O segundo quantifica a incomodidade gerada, seja pela vibração contínua, mesmo em baixas velocidades, seja pela intermitência ou aleatórias.


Em atendimento a diferentes normativas deve ser montado um sistema de medição, por especialista na área ,que permite o monitoramento eficaz e o registro adequado durante os eventos, por exemplo, de passagem de veículo, bate estacas, demolições, etc, atendendo as inúmeras funções e unidades de medição para a obtenção das vibrações máximas e efetivas nos três eixos, x, y e z,simultâneos, tanto em unidades de aceleração m/s2 RMS quanto em velocidade mm/s RMS e Peak (pico). Desta forma os resultados encontrados em diferentes situações são comparados com os limites critérios de vibração recomendados e relacionados a danos estruturais e as exigências da CETESB, isto é, valores de velocidade máxima eficaz (PVP ou PPV).

 
 

Destacamos abaixo as normas que tratam da vibração ambiental: LIMITES DA DIN 4150, LIMITES DA BS 7385-2, LIMITES DA ISO2631-2, LIMITES CETESB D215/2007-E, VARIAÇÃO DO PVP ESTIMADO PELA DISTÂNCIA BS5338-4, LIMITES NORMA USB M (RI 8507) E OSMRE (EUA), LIMITES DA NORMA PORTUGUESA NP 2074, LIMITES DA NORMA PORTUGUESA LNEC.

Sabe-se que as vibrações geradas pelo tráfego de veículos leves e pesadas são uma fonte de poluição ambiental pouco estudada no Brasil. O efeito da energia vibratória nas edificações varia de acordo com o tipo de estrutura e fundação, sua altura e otipo de solo. As construções que possuem estrutura em aço ou concreto armadotendem a receber melhor os efeitos da vibração (DIN 4150-3).

Em contrapartida, as construções antigas e patrimônios históricos, edificados com materiais menos resistentes, em algumas situações mal conservadas, podem sofrer desde trincas estéticas até danos estruturais irreversíveis quando expostas a elevados níveis de vibração.


Vejam mais no livro em destaque: Vibração Ocupacional e Ambiental - Coletânea de Leis, Normas, Pareceres e Relatórios Técnicos, Regazzi, Rogério Dias, 330p, Dezembro de 2014, ISBN: 978-85-905646-2.


A 3R Brasil Tecnologia Ambiental é uma empresa de referência na área de acústica e vibrações para as avaliações ocupacionais e ambientais com reconhecimento técnico e legal, equipamentos adequados e calibradores, além de credenciamentos como empresa de engenharia no CREA tanto como pessoa jurídica como física de um dos sócios-diretores, e, disponibiliza no material no link a seguir um pouco mais sobre esta impostante área de atuação: SERVIÇOS ESPECIAIS DE VIBRAÇÃO OCUPACIONAL E AMBIENTAL.


ALERTA A FISCAIS E PROFISSIONAIS PARA A QUESTÃO DA VIBRAÇÃO AMBIENTAL

(Estudo de impacto da vibração ambiental e preservação do patrimônio histórico e do bem estar)


Por ser uma área de pouco conhecimento ou referências no Brasil, a não ser o livro que divulgamos nesse site, alertamos que por imperícia, negligência e imprudência estão utilizando equipamentos inadequados que não foram homologados ou possuem a capacidade metrológica para atender esta importante área de atuação.


Alguns profissionais aproveitando a falta de conhecimento nesta área estão utilizando equipamentos que só servem para aplicações ocupacionais, e, onde a área ambiental contempla outras faixas de sensibilidade, curvas de ponderações e unidade de medida com destaque a aceleração e velocidade. Estão provocando e perpetuando a imperícia dos envolvidos (que executa e quem aceita as medições) onde os valores ou informações não tem nada a haver com a realidade ambiental. Neste contexto, destacamos abaixo como solicitado por usuários e fiscais as questões relevantes indispensáveis para se trabalhar nesta importante área de atuação:


Equipamento de medição:


Destacamos os equipamentos da CESVA sendo o mais recomendado o VM31 da MMF com o acelerômetro triaxial e mesa de medição com alta sensibilidade e específico para a área de medições ambientais, contemplando faixas de frequência a partir de 0,1Hz e as sensibilidade de 500mV/g ou 1000mV/g, atendendo todas as questões relacionadas aos estudos ambientais, pois possui a sensibilidade necessária para análise do incômodo dos ocupantes e dos danos em edificações novas, antigas ou do patrimônio da humanidade. Também destacamos os equipamentos da Svantek SV 106 com o acelerômetro adequado triaxial com sensibilidade de 500mV/g ou 1000mV/g para medição ambiental.


Neste mesmo contexto, mas com menor sensibilidade pode-se aplicar o sistemas de medição da National Instruments com os Toolskits aceitos pelo NIST (EUA) com a placa de quatro canais NI-9234 ou similar e acelerômetros PCB de sensibilidade acima de 100mv/g com a correção de linearidade em baixa frequência, após calibração pela ISO 16063-21 em baixa frequência. Este o único sistema com capacidade de medição de SnapShot, isto é, uma fotografia da vibração específica relacionada a um evento, como o impacto da vibração específica causada por um caminhão próximo a uma edificação, separando adequadamente de outras fontes existentes como o transito de outros veículos no momento das medições. Contudo, esse sistema demanda de alto conhecimento na área de processamentos de sinais e metrologia. Esse sistema também é o mais adequado para atender as normas de demolição NBR9653 assim como o VM31 da MMF.


Destaca-se que tanto os equipamentos como os sistemas de medição devem ser calibrados na RBC/INMETRO na norma ISO 16063-21 com a resposta elétrica e curvas de ponderação pela ISO 8041.


Funções importantes:


O medidor de vibração além de fornecer as medições em aceleração m/s2 RMS deve fornecer as medições em unidade de velocidade mm/s e em peak hold com a ponderação para Buiding. A unidade de velocidade de vibração é a mais usada para contemplar a maioria das normas relacionadas as medições ambientais.


Capacidade de medição:


O equipamento deve ser capaz de medir na faixa de 0,015 m/s2, contemplando ou não a faixa de enjoo que é de 0,1Hz a 0,63Hz. Destacamos que a maioria dos equipamentos utilizados em Saúde e Segurança do Trabalho medem apenas a partir de 0,040 m/s2, além de não atenderem a faixa de frequência de vibração ambiental. Portanto, não contemplam as faixas necessárias de medição sendo uma imperícia aplica-lo para essa utilidade. Além disso, o equipamento deve ser um integrador para possibilitar a medição e mm/s, isto é, em unidades de velocidade.


Calibrador de Vibração:


As medições devem ser referenciadas a um calibrador de vibração calibrado na RBC/INMETRO, segundo a norma ISO 16063-21.


A verificação do sistema de medição é importantíssima como destacado na norma ISO 8041.


Capacitação do profissional:


O profissional executor deve ter formação na área de vibração, com graduação em engenharia e caso aplicado sistemas ou bancadas de medição, forte conhecimento em processamentos de sinais.


Contudo, no caso de utilização dos equipamentos da VC431 da CESVA (espanhol) o VM31 da MMF(alemão) ou o SV 106 e SV 958 da Svantek (polonês), com acelerômetro específico para medições ambientais por possuírem internamente funções normalizadas, processamento para atender a área e de fácil utilização, demanda do executor apenas a capacitado para utilização adequada do equipamento escolhido, além de formação nas medições de vibração em ambientes externos, building, com conhecimento dos cálculos envolvidos.